segunda-feira, 8 de agosto de 2011

[Resenha] Filme A Onda


A ONDA


A onda foi dirigido por Dennis Gansel, tem como gênero o drama, sua origem foi na Alemanha, tem uma duração de 110 minutos e o seu tipo é um longa-metragem. A Onda traz a seguinte trama: Um professor do ensino médio chamado Rainer Wegner, deve ensinar aos seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. O filme é baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.


A Onda abre um leque para discutir sobre o papel do professor na sala de aula e também sua capacidade de formar opinião e abrir mentes. No filme, as coisas infelizmente ganham um rumo inesperado. O realismo encontrado no filme ficou por conta do contexto da crise econômica no sistema capitalista, que tem levado as principais potências imperialistas à recessão, punindo os trabalhadores com demissões e com o aumento da pressão política.


A Onda aborda o contexto de uma juventude incrédula num futuro diferenciado, onde há falta de um ideal por que lutar, sendo assim, a entrega dos mesmos ao álcool e outras drogas. O filme é apresentado num cenário fecundo para surgimento das intituladas “alternativas de poder”.


Vivemos em uma realidade não muito diferente do filme, pois pagamos altos impostos e a maioria dos políticos são corruptos, alguns até manipuladores. Ainda na política somos comandados por um único líder, o presidente, no qual é a autoridade máxima dentro da política e tudo que acontece no país em termos políticos, econômicos, aprovações e dentre outras tantas, passam por ele.


Na religião citamos o fanatismo e os seguidores, assim como a onda, que motivou muitos a seguirem e acreditarem que era certo. Temos várias religiões cada uma possui seu símbolo, seus credos, suas imagens, outras não possuem imagens e não fazem missas, cultos e sim palestras. Comovem pessoas de varias idades e transmitem várias mensagens. Cada uma possui uma regra e um ensinamento, por exemplo, a Jeová não comemora datas importantes como aniversario, a adventista não trabalho aos sábados porque está nos ensinamentos bíblicos, não comem carne e não possuem vícios, já no espiritismo baseiam-se na idéia de que a humanidade faz parte de um estagio de evolução espiritual, praticando a caridade como de estabelecer a melhora de sua condição espiritual. Há consumerismo dentro da religião também e é pagos porcentagens altas para a igreja de contribuição, dízimo.


Já no lado social, o filme aborda a separação de grupinhos, o afamado bullying, desafetos e intrigas em sala de aula e nas ruas, mostra o fanatismo dos grupinhos fechados. Ao formar o grupo "A Onda", dentro da escola, o professor vai ter a turma que sempre sonhou. Todos espertos, com o assunto sempre na ponta da língua. A situação vai ganhar um status incerto quando os alunos trocam a inserção “dentro da sala de aula” por fanatismo fora dela.


Tem um trecho do filme que fala sobre as marcas, que todos usam uniformes. MC Donald’s, comissários de bordo e guardas de trânsito. Referem-se à cultura da mídia, onde diz que a roupa é um tipo de uniforme, indicando em que grupos sociais cada pessoa pertence. Isso acontece muitos hoje em dia, as pessoas são analisadas demais pela aparência.


No inicio do filme o professor pergunta “O que mais é importante em uma ditadura?”. Acreditamos que para os ditadores o poder e a disciplina respondidos por um aluno, são sim as coisas mais importantes e acrescentamos o respeito.


É um filme sensacionalista e o gênero drama, se deve ao final inesperado do filme. Talvez possa se entender que vivemos em um mundo realmente mais sensacionalista, dramático e violento assim fazendo com que o público que se comova com a história e pense imediatamente na nossa realidade.


Enfim o filme trabalha com terminologias ligadas aos estudos das ciências sociais e filosofia, o que pode atrapalhar um pouco os mais desavisados, visto que o filme possui alta carga histórico-cultural alemã, tornando a simples disposição do espectador num exercício crítico incrível. 


8 comentários:

  1. Muito Bom Essa Reseha Adorei

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  2. resenha horrível! nao entendeu nada do filme.. que tristeza essa internet..

    O filme fala da facilidade do surgimento de movimentos políticos fascistas! nao tá falando de bullying, nem do professor na sala de aula, e muito menos de falta de ideal para lutar da juventude...

    A fala do professor ao final descreve bem o objetivo do filme:

    “Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente vestiriam uma farda, virariam a cabeça e permitiriam que seus próximos fossem destruídos e perseguidos. O fascismo não é obra de outras pessoas. Ele está dentro de nós(…). Nossa experiência foi um sucesso. Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos. Vocês devem se interrogar: ‘O que fazer em vez de seguir cegamente um líder?’ E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais (…).”

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    1. Querido, ela pode ter entendido sim o objetivo do filme, porém ela deve ter escrito com outros 'olhos', dando outro ponto de vista.

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    2. Sua Resposta também foi muito cretina, não deve ter entendido muito do filme também. Assista-o mais vezes e melhore seu comentário aqui.

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  3. Parabéns!! Adorei a resenha!

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  4. Baixar o Filme - A Onda - Recomendado para educadores - http://mcaf.ee/qoh0u

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