domingo, 7 de agosto de 2011

[Resenha] Filme O Ladrão de Raios

Percy Jackson e os Olimpianos

O filme mostra a história de um garoto que nunca conheceu o pai e mora com a mãe e seu padrasto em Nova York. Com o passar da história Percy descobre que seu pai e Poseidon, deus dos mares, o que significa que Percy é um semideus. Então tudo começa mudar na sua vida. Ele vai para uma escola de semideuses e aprende a lutar como um, participa de batalhas e vence. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos, terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses. Percy foi o Herói grego que matou a aterrorizante Meduza. Luta pela volta de sua mãe na qual consegue trazê-la de volta e sem saber que o Raio tão procurado, estava o tempo todo consigo no escudo. Lutou, ficou com ele e devolveu a Zeus.
O filme torna-se uma excelente ferramenta para se trabalhar a representação dos personagens da mitologia grega e até que ponto suas características são respeitadas em comparação aos mitos originais. No filme mostra que os semideuses e deuses têm características físicas e psicológicas iguais nós seres humanos normais.
Os deuses não podiam ir atrás dos seus filhos semideuses, é uma política na qual seguem. Em uma das últimas cenas do filme mostra Zeus e os demais em uma sala de reuniões tomando algumas decisões, é um ato que acontece na política de hoje em dia. Reúnem-se em sessões parlamentares e decidem sobre diversas coisas. No acampamento eles têm também toda uma política para agir e tinham um administrador para tomar conta, quem cuidava de tudo era o centauro Quiron.
Percy não demorou a acreditar que era um semideus e ai pode ser feito uma analogia com a religião atual, as pessoas têm diversas formas de pensar e opiniões distintas quanto se trata de religião. Cada um acredita em alguma coisa ou simplesmente não acredita. Percy percebeu que era diferente e acreditou, foi atrás da sua verdadeira história. Lá encontrou pessoas diferentes que tinham as mesmas crenças e eram treinados para serem heróis. Os deuses gregos eram referencias e todos acreditavam. O mito não é uma ilusão, pois sua história tem uma racionalidade, mesmo que não tenha uma lógica e na atualidade muitos não acreditam em mitos e nem em religião.
Os mitos mostram de forma educativa as condutas que as pessoas devem ter, montando um quadro social e cultural. Hoje, estes mitos continuam vivos na imaginação das pessoas, trazendo na forma de filmes, jogos e novos romances, as histórias destas aventuras clássicas e majestosas. Verdadeiros contos de heroísmo. É o caso do filme, O Ladrão de Raios.
A empolgante aventura cita diversas referências aos fantásticos mitos que um dia fizeram o ser humano aprender a reconhecer os arquétipos das emoções primais do ser humano: Vingança, amor, desejo, amizade, ódio… Hoje esses sentimentos são encontrados em qualquer ser humano sem exceções. O filme constrói uma maneira de recontar a trajetória dos heróis e deuses da mitologia, aproveitando-se da magia do cinema e introduzindo os heróis fictícios modernos como o próprio protagonista filho de Poseidon, Percy Jackson.

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