segunda-feira, 4 de abril de 2011

[Resenha] O Lixo Extraordinário

                                             

O fotógrafo e artista plástico Vik Muniz é brasileiro, mas mora em Nova York (EUA). Foi conhecido pelas suas obras feitas com materiais orgânicos e recicláveis, uma forma revolucionária de fazer arte. Foi ovacionado por grandes artistas das obras contemporâneas. O documentário foi dirigido pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley e também pela britânica Lucy Walfer, foi lançado no ano de 2010 no Brasil e também no Reino Unido, tem aproximadamente 90 minutos. É um filme sobre arte e sobre pessoas sofridas que trabalham em um lixão.

No início do documentário aparece Muniz declarando sua vontade de fazer uma nova exposição com pessoas que trabalham no maior aterro sanitário do mundo, Jardim Gramacho. Ele se desloca até Duque de Caxias (RJ) onde trabalham 2500 catadores sendo que funciona no período integral. Chegando lá se surpreendeu, em meio ao mau cheiro a sujeira e até mesmo cadáveres encontrados após uma “guerra” na favela e jogados lá, as pessoas não são depressivas, não tem uma expressão facial triste e sim trabalhavam com sorriso no rosto. Conheceu pessoas de várias idades, trabalhadores honestos e com orgulho do que fazem. O lixo que vai pra lá é separado e vendido inclusive para carnavalescos e os trabalhadores classificam o lixo pelas classes sociais dos moradores.

Tião, Zumbi, Valter, Suellem, Isis, Irmã e Magda são alguns dos personagens do documentário e também dos retratos e obras de arte expostas. Destaque no filme para Tião que gosta da teoria de Maquiavel e Yalom, foi à capa do DVD fotografado numa banheira em meio ao lixo e também foi para Londres com o Vik no leilão dos quadros, o primeiro vendido por R$ 100.000,00. Valter um senhor de idade ficou famoso pela seguinte frase “99 não são 100”, sem estudo Valter trabalha a 26 anos de catador e é vice-presidente da associação do Jardim Gramacho. Zumbi cata todos os livros que vão parar no lixão que não são poucos. Vik Muniz tirou as fotografias usando o lixão como cenário e com a ajuda dos fotografados construiu uma grande imagem com material do lixo. Segundo ele “De perto vê a matéria e de longe a idéia”. Os próprios personagens que ajudaram na arte de seus retratos, para eles era um momento mágico e inacreditável, tanto que depois dessa experiência não quiseram mais voltar pro lixo. Vik sempre acreditou que eles precisavam traçar planos para sair de lá e hoje eles mudaram de vida e não trabalham mais no aterro sanitário.

O único ponto negativo foi o inicio do documentário com o programa do Jô Soares, cheguei a pensar que seria uma conversa ali no programa mesmo, apenas isso que vejo como falha. O documentário é um tanto que emocionante, pois fala de pessoas que tem histórias comoventes, separado lixo da sociedade que muitas vezes não se importa com isso, ganhando pouco, se alimentando e passando horas em meio ao lixo eles tentam acima de tudo viverem felizes. A história é interessante e nos faz refletir. Enfim, ao longo do documentário podemos observar o porquê foi indicado ao Oscar e vencedor de diversos prêmios, pois transformar lixo em arte e pessoas simples em quadros exuberantes é um grande e merecido mérito.

13 comentários:

  1. achei que voce deveria escrever com mais argumentos, mas tambem gostei

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  2. gostei bastante Parabéns!

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  3. oi nossa parabéns pra você
    ótima resenha adorei!!!

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  4. me ajodou em um trabalho!valeu

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    1. Boa resenha, parabéns... me ajudou a ter uma noção para fazer um trabalho,

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    2. tambem me ajudou d+++++

      tu es awesome!!!

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  5. Me ajudou demais !! Grato.

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  6. TENHO UM TRABABALHO SOBRE VIK MUNIZ.
    ADOREI
    OBRIGADO.

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